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Enquadramento
     Em 1986 foi descoberto o primeiro caso do VIH/SIDA em Cabo Verde. Desde esta data até 2004, verifica-se a seguinte situação :
- 1489 Infectados;  
- 800 Evoluíram para o SIDA;
- 426 Óbitos;
     Ainda, analisando as informações do Ministério da Saúde, verifica-se que, no ano de 2004, havia:
    - 260 Novos casos
    - 1063 Infectados com o HIV
    - 374 Evoluíram para o SIDA
    - 64 Óbitos
     Com os parcos recursos que o país dispõe, anota-se que os serviços de apoio aos seropositivos são demasiado insuficientes. Com efeito, a maioria das Delegacias de Saúde não possui nem assistentes sociais, nem psicólogos para atender às solicitações que, geralmente, lhes chegam diariamente. Essa insuficiência de recursos humanos, técnicos e financeiros das instituições de saúde tem gerado consequências agravantes nas respostas que a epidemia requer pois, há falta de uma equipa e estrutura especializadas para tratar da situação nas suas múltiplas exigências.

     Porém, com a implementação desde o ano de 2002, do Programa Multisectorial de Luta contra o SIDA em Cabo Verde, algo de positivo vem sendo realizado, até ponto que, algumas instituições ou entidades públicas e privadas e, organizações da sociedade civil têm revelado parceiros importantes nessa intervenção multifacetada.

     É caso por exemplo da Fundação Caboverdiana de Solidariedade – FCS – Instituição de utilidade pública de ãmbito nacional que vem trabalhando, desde a sua criação, para o reforço das condições de vida e melhor integração social de indivíduos e grupos vulneráveis: crianças, jovens, mulheres, e idosos desfavorecidos e/ou deficientes no geral, num país onde 14% da população vive numa pobreza dolorosa.
 
Desde 2005, alguns seropositivos têm batido à porta da Fundação Cabo-verdiano de Solidariedade em busca de vários tipos de apoio, nomeadamente, alimentar, compra de medicamentos – sobretudo para as doenças oportunistas, habitação e formação. No entanto, por serem pessoas vulneráveis e, na sua grande maioria, no desemprego, carecem sobretudo de um grande apoio psicológico. Assim sendo, através da FCS, alguns são encaminhados e atendidos nas Delegacias de Saúde, mas de forma irregular pois, nem sempre, têm meios monetários para assegurar o transporte ou a alimentação, o que atrapalha o próprio tratamento. Perante esse facto, a assistência dada pela FCS averou-se, também, insuficiente.

     Assim sendo, depois de um levantamento estatístico e de necessidades efectuado, em parceria com o CCS-SIDA, por intermédio do Projecto “Órfãos” da FCS, a um grupo de técnicos desta Instituição, surgiram a ideia de criar uma Associação de Solidariedade às PVVIH para atender às suas necessidades básicas e, melhorar a sua qualidade de vida, através de projectos concretos que dêem autonomia para a realização de programas de apoio nutricional, psicológico, de formação para a inserção social e, que inclui, também, um plano de combate à discriminação e promoção dos direitos das pessoas portadoras de VIH/SIDA. Essa Associação, mais tarde, viria a ser a Associação “RENASCER” que vem assim, preencher o vazio existente.

     A Associação “RENASCER” por sua vez, em parceria com a FCS, criou um “Projecto de Acompanhamento Psico-social ao Domicilio dos Órfãos do VIH” (OVIH) que tem por finalidade essencial, realizar programas de apoio nutricional, pré–escolar, psicológico e medicamentoso, de informação e formação para a inserção social dos familiares e dos “OVIH” no mercado de trabalho e na comunidade, de forma a melhorar a sua vida social, intelectual, económica, familiar, escolar e cívica.

 
Ximol Informatica,Lda